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  • Hepatites virais: conheça os exames que podem ajudar no diagnóstico

    A hepatite viral faz parte do grupo de doenças silenciosas podem passar desapercebidas até o momento em que os sintomas comecem a surgir. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais.

    Os exames mais indicas são os de sorologia, que detectam e diferenciam as hepatites A, B, C, D ou E. Outros exames indicados são os que mostram como está o funcionamento do fígado, como as transaminases AST e ALT.

    O tratamento para a hepatite é indicado pelo médico, caso a doença seja realmente confirmada.

    Recomendamos que você realize o seu check-up anualmente e solicite os exames que investigam a doença.

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  • Meningite: informação e prevenção podem salvar vidas

    Meningite: informação e prevenção podem salvar vidas

    A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode evoluir rapidamente, provocando complicações graves e até levar à morte. Por isso, reconhecer os sinais da doença e manter a vacinação em dia são medidas importantes para reduzir os riscos.

    A doença pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias, fungos e parasitas. Entre as formas existentes, a meningite bacteriana merece atenção especial por apresentar evolução mais rápida e maior potencial de gravidade.

    Quais são os principais sintomas?

    Os sinais podem variar de acordo com a idade e a causa da meningite. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e alteração do estado de consciência.

    Em alguns casos, também podem surgir manchas ou erupções na pele, especialmente nas meningites causadas por determinadas bactérias.

    Em bebês, os sinais podem ser diferentes. Irritabilidade, sonolência excessiva, dificuldade para se alimentar, vômitos e moleira abaulada podem indicar a necessidade de avaliação médica.

    Diante de sintomas intensos ou que evoluem rapidamente, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    Vacinação é uma das principais formas de prevenção

    A vacinação tem papel fundamental na prevenção de algumas formas de meningite. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza vacinas que protegem contra diferentes agentes causadores da doença, conforme a faixa etária e as recomendações do calendário vacinal.

    Além da vacinação, medidas de higiene, como lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter ambientes bem ventilados, ajudam a reduzir a transmissão de alguns agentes infecciosos.

    Como os sintomas podem se confundir inicialmente com os de outras infecções, a avaliação médica é essencial. Quando há suspeita de meningite, podem ser solicitados exames para identificar o agente causador e orientar o tratamento adequado.

    O diagnóstico e o início do tratamento o mais rápido possível são especialmente importantes nos casos de meningite bacteriana, que podem apresentar evolução acelerada.

    Informação também é uma forma de prevenção. Conhecer os principais sintomas da meningite, manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico diante de sinais de alerta são atitudes que podem fazer a diferença diante de uma doença que exige atenção e resposta rápida.

    Cuidar da saúde é também estar atento aos sinais do corpo, manter os cuidados preventivos e buscar orientação sempre que necessário. Prevenção e informação caminham juntas na proteção da vida.

  • Outubro Rosa: prevenção e cuidado com a saúde da mulher

    Outubro Rosa: prevenção e cuidado com a saúde da mulher

    Outubro chega marcado pela cor rosa e reforça a importância da prevenção, do conhecimento sobre o próprio corpo e do acompanhamento regular da saúde da mulher. É também um período para lembrar que cuidar da saúde deve ser uma atitude durante todo o ano. O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama e destaca a importância da informação e da identificação precoce da doença. 

    No Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 73.610 novos casos por ano no país para o triênio 2023–2025.

    Embora seja mais frequente com o avanço da idade, a doença pode atingir mulheres em diferentes fases da vida. Por isso, conhecer o próprio corpo e estar atenta a mudanças são atitudes importantes.

    Conhecer o próprio corpo faz diferença

    Caroço ou nódulo persistente na mama ou na axila, alterações no formato ou tamanho da mama, mudanças na pele, retração do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo estão entre os sinais que merecem avaliação profissional.

    Isso não significa que toda alteração seja câncer. Muitas mudanças podem ter causas benignas, mas qualquer alteração persistente ou diferente do habitual deve ser investigada.

    Além do acompanhamento de saúde, alguns hábitos podem contribuir para reduzir o risco de câncer. Praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, evitar bebidas alcoólicas, não fumar e manter um peso adequado são medidas importantes.

    A amamentação, quando possível, também está associada à redução do risco de câncer de mama.

    Exames, prevenção e histórico familiar

    A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento do câncer de mama e pode identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas. Outros exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, podem ser indicados em situações específicas.

    A indicação e a frequência dos exames dependem de fatores como idade, sintomas e histórico de saúde. Por isso, não existe uma rotina única que sirva para todas as mulheres.

    Os exames laboratoriais também fazem parte do cuidado integral com a saúde. Hemograma, glicemia, colesterol, triglicerídeos e avaliação da função renal, entre outros, podem ser solicitados de acordo com as necessidades individuais. Eles não substituem os exames específicos das mamas, mas ajudam no acompanhamento geral do organismo.

    O histórico familiar também deve ser informado ao profissional de saúde. Ter mãe, irmã ou filha com câncer de mama ou de ovário pode estar associado a um risco maior para algumas mulheres, mas não significa que a doença necessariamente irá acontecer. Da mesma forma, muitas mulheres diagnosticadas não possuem casos da doença na família.

    O Outubro Rosa é uma oportunidade para colocar a saúde na agenda e reforçar cuidados que devem continuar durante todo o ano. Conhecer o próprio corpo, manter hábitos saudáveis, realizar os exames recomendados e procurar avaliação diante de alterações são atitudes importantes para o cuidado com a saúde da mulher.

  • Coração em dia: cuidados simples ajudam a proteger a saúde cardiovascular

    Coração em dia: cuidados simples ajudam a proteger a saúde cardiovascular

    O coração é um dos principais responsáveis por manter o organismo funcionando, bombeando sangue e levando oxigênio para todo o corpo. Apesar disso, hábitos pouco saudáveis e condições como pressão alta, colesterol elevado, sedentarismo e tabagismo podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

    A prevenção é uma das principais formas de proteger a saúde do coração. Alimentação equilibrada, atividade física, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico regular podem reduzir as chances de complicações. Essa conscientização ganha destaque em 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, que reforça a importância de cuidar da saúde cardiovascular durante todo o ano.

    Pressão e colesterol sob controle

    A hipertensão arterial muitas vezes não apresenta sintomas, por isso é importante medir a pressão regularmente, especialmente para quem possui fatores de risco. O controle envolve reduzir o consumo de sal e alimentos ultraprocessados e seguir corretamente as orientações médicas quando houver diagnóstico.

    O colesterol LDL, conhecido como “ruim”, também merece atenção. Quando está elevado, pode favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias e aumentar o risco de infarto e AVC. Para ajudar no controle, é importante priorizar alimentos naturais e fontes de gorduras boas, como azeite, abacate e castanhas, e reduzir o consumo de frituras e alimentos ricos em gorduras saturadas e trans.

    Prevenção começa com hábitos saudáveis

    Manter o corpo ativo, buscar um peso adequado, evitar o cigarro e cuidar da qualidade do sono são medidas importantes para a saúde cardiovascular. A prática regular de atividade física, conforme as condições de cada pessoa, também contribui para o controle da pressão, do colesterol e da glicemia.

    Exames de rotina podem ajudar a acompanhar esses fatores de risco. Medição da pressão arterial e exames de sangue, como glicemia e colesterol, fazem parte desse acompanhamento. O eletrocardiograma pode ser solicitado pelo médico conforme a idade, histórico e condições de saúde de cada paciente.

    No Dia Mundial do Coração, a mensagem é simples: prevenir é cuidar hoje para proteger o coração no futuro. Pequenas mudanças na rotina, aliadas ao acompanhamento profissional, podem reduzir riscos e contribuir para uma vida mais saudável.

  • Setembro Verde: informação e diálogo podem transformar vidas por meio da doação de órgãos

    Setembro Verde: informação e diálogo podem transformar vidas por meio da doação de órgãos

    O mês de setembro é dedicado, em todo o país, à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Conhecido como Setembro Verde, o período busca ampliar o conhecimento sobre o tema, combater dúvidas e incentivar uma conversa fundamental dentro das famílias. A campanha tem como principal data o dia 27 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, instituído pela Lei Federal nº 11.584/2007.

    A data reforça uma mensagem simples, mas importante: quem deseja ser doador precisa conversar com a família sobre essa decisão. Um gesto de solidariedade pode representar uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam por um transplante.

    Um gesto que pode salvar vidas

    Podem ser transplantados órgãos como rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas e intestino, além de tecidos como córneas, pele, ossos, tendões e valvas cardíacas. Um único doador pode salvar até oito vidas, dependendo das condições clínicas e dos órgãos que possam ser aproveitados.

    A doação após a morte pode ocorrer principalmente em casos de morte encefálica, quando há perda completa e irreversível das funções do cérebro, confirmada por critérios médicos e legais. Também existem doações de tecidos após para cardiorrespiratória.

    No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização da família. Por isso, quem deseja ser doador deve conversar com familiares e deixar clara essa vontade. Mesmo que a pessoa nunca tenha falado sobre o assunto, a família pode autorizar a doação, e conhecer previamente esse desejo pode ajudar na decisão em um momento de luto.

    A doação também pode acontecer em vida. Pessoas consideradas aptas podem, em determinadas situações, doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou células da medula óssea, desde que o procedimento não comprometa a própria saúde. A doação segue critérios médicos e legais, e o potencial doador passa por avaliação para garantir sua segurança.

    Fila de transplantes e a importância da informação

    Quem precisa de um transplante passa por avaliação em um serviço especializado e, quando há indicação, é inscrito na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A distribuição dos órgãos não ocorre simplesmente pela ordem de chegada: são considerados critérios como compatibilidade, condições clínicas e características específicas de cada transplante.

    A informação também é fundamental para combater mitos. A comercialização de órgãos é crime no Brasil, e todo o processo de doação e transplante é realizado dentro de um sistema regulamentado. A autorização da família também não significa que todos os órgãos serão retirados. Cada caso é avaliado por equipes especializadas, que verificam quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados com segurança.

    Falar sobre doação é falar sobre vida, solidariedade e esperança. Por isso, a conversa não precisa esperar até setembro. Se você deseja ser doador, conte à sua família. Deixar essa vontade clara pode fazer toda a diferença e transformar um momento de despedida em uma oportunidade de vida para alguém que espera por um transplante.

  • Respirar bem é viver melhor: cuide da saúde dos seus pulmões

    Respirar bem é viver melhor: cuide da saúde dos seus pulmões

    Em 25 de setembro, é celebrado o Dia Mundial do Pulmão, uma data dedicada à conscientização sobre a importância da saúde respiratória e à prevenção de doenças que podem comprometer os pulmões. A ocasião também reforça a necessidade de adotar hábitos saudáveis e reduzir a exposição a fatores que prejudicam a respiração.

    Cuidar dos pulmões não significa apenas tratar doenças, mas também adotar medidas para preservar sua saúde ao longo da vida. Evitar o cigarro, manter ambientes bem ventilados, praticar atividades físicas e manter a vacinação em dia são atitudes que ajudam a proteger o sistema respiratório e contribuem para uma melhor qualidade de vida.

    Doenças que merecem atenção

    Entre os principais problemas que afetam os pulmões estão a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que pode provocar tosse persistente e falta de ar; a asma, marcada pela inflamação e pelo estreitamento das vias respiratórias; e o câncer de pulmão, que apresenta forte relação com o tabagismo. Infecções como pneumonia e gripe também podem comprometer a saúde respiratória.

    O tabagismo está entre os principais fatores de risco evitáveis para doenças pulmonares, especialmente DPOC e câncer de pulmão. A exposição à fumaça também pode prejudicar quem não fuma, mas convive com fumantes. Parar de fumar traz benefícios à saúde e reduz progressivamente os riscos relacionados ao tabaco. Cigarros eletrônicos e outros produtos derivados do tabaco também podem causar danos aos pulmões.

    Sintomas como tosse persistente, falta de ar, chiado no peito, dor ou desconforto ao respirar e produção excessiva de secreção merecem atenção, principalmente quando permanecem por um período prolongado. Nesses casos, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde para identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

    Como cuidar dos pulmões?

    A prevenção começa com atitudes simples: não fumar, praticar atividades físicas, evitar a exposição à fumaça, manter os ambientes livres de poeira e mofo e reduzir o contato com poluentes. Manter a vacinação recomendada em dia também ajuda a prevenir infecções respiratórias e suas complicações.

    Cuidar dos pulmões é uma forma de preservar a capacidade de respirar, se movimentar e realizar as atividades do cotidiano com mais qualidade de vida. No Dia Mundial do Pulmão, a principal mensagem é simples: respirar bem também é resultado de prevenção e cuidado diário.

  • Alzheimer em foco: reconhecer os sinais é cuidar 

    Alzheimer em foco: reconhecer os sinais é cuidar 

    O mês de setembro é marcado pela cor lilás em uma mobilização dedicada à conscientização sobre a doença de Alzheimer e outras demências. A campanha busca ampliar a informação, combater o preconceito e reforçar a importância de reconhecer os sinais e buscar acompanhamento adequado.

    Embora as ações ocorram durante todo o mês, 21 de setembro é a principal data da campanha, quando é celebrado o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 11.736/2008 e é marcada por ações de conscientização sobre a doença e os cuidados com pacientes, familiares e cuidadores.

    Sinais, diagnóstico e acompanhamento

    O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória e outras funções cognitivas. Entre os sinais de alerta estão perda frequente de memória recente, dificuldade para realizar tarefas habituais, problemas para encontrar palavras, desorientação, dificuldade para resolver situações simples e mudanças de comportamento ou humor. Nem todo esquecimento significa Alzheimer. O alerta está principalmente quando as alterações são frequentes, progressivas e começam a interferir na rotina.

    Ao perceber mudanças persistentes, é importante procurar avaliação médica. Geriatras e neurologistas podem investigar as causas dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, existem tratamentos que podem controlar sintomas, preservar funções e contribuir para a qualidade de vida. O acompanhamento pode envolver diferentes profissionais de saúde e deve ser individualizado.

    Cuidar também é apoiar

    A doença também afeta familiares e cuidadores, que podem assumir responsabilidades à medida que o quadro evolui. Por isso, quem cuida também precisa de apoio. Dividir tarefas, buscar orientação profissional e contar com uma rede de suporte ajudam a tornar o cuidado mais seguro e humanizado.

    No Brasil, mais de 1,2 milhão de pessoas vivem com Alzheimer, segundo estimativas divulgadas por entidades de saúde, e muitos casos ainda não são diagnosticados formalmente.

    O Setembro Lilás reforça que informação é uma importante ferramenta para reconhecer os sinais, combater o estigma e buscar ajuda. Falar sobre Alzheimer é também falar sobre respeito, dignidade e qualidade de vida.

    Ao perceber alterações persistentes na memória ou no comportamento, procure orientação médica. Quanto antes os sinais forem investigados, mais cedo podem ser iniciados os cuidados necessários.

  • Setembro Dourado alerta para sinais do câncer infantojuvenil

    Setembro Dourado alerta para sinais do câncer infantojuvenil

    Setembro ganha a cor dourada para chamar a atenção para uma doença que exige cuidado, informação e, principalmente, atenção aos sinais: o câncer infantojuvenil. A campanha Setembro Dourado busca conscientizar pais, responsáveis e profissionais de saúde sobre a importância de reconhecer sintomas suspeitos e procurar atendimento médico o quanto antes.

    O laço dourado, símbolo da campanha, representa o valor precioso da vida de crianças e adolescentes e reforça uma mensagem de esperança. Em 2026, o Ministério da Saúde adotou como tema “O câncer infantojuvenil tem desafios, mas também tem cura: fique atento aos sinais”.

    Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

    O câncer infantojuvenil é relativamente raro e, na maioria dos casos, não está relacionado a fatores externos, como alimentação, hábitos de vida ou exposição ambiental. Os sinais também podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns da infância, o que pode dificultar a identificação inicial.

    Por isso, a atenção dos pais, responsáveis e profissionais de saúde é fundamental. Quando a doença é identificada precocemente e o tratamento é realizado em centros especializados, cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.

    No Brasil, o câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

    Quais sinais merecem atenção?

    Não existe um único sintoma que confirme o câncer. Muitas manifestações podem estar relacionadas a problemas comuns e não significam, necessariamente, que a criança tenha a doença. O alerta está principalmente na persistência, repetição ou progressão dos sintomas.

    Entre os sinais que merecem avaliação médica estão:

    • Palidez, cansaço e fraqueza sem explicação;
    • Manchas roxas ou sangramentos sem causa aparente;
    • Febre persistente ou recorrente sem causa definida;
    • Dores frequentes nos ossos ou articulações;
    • Caroços ou inchaços que não desaparecem;
    • Alterações nos olhos, como o reflexo esbranquiçado em fotografias com flash;
    • Dores de cabeça persistentes, principalmente quando acompanhadas de vômitos;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Alterações neurológicas, como dificuldade para caminhar, desequilíbrio ou mudanças de comportamento.

    A presença de um desses sinais não significa que a criança tenha câncer. No entanto, quando eles persistem ou fogem do padrão habitual da criança, é importante procurar avaliação com o pediatra. A investigação médica é fundamental para identificar a causa e, quando necessário, encaminhar o paciente para um serviço especializado.

    O papel do pediatra e da família

    O acompanhamento pediátrico regular é uma importante ferramenta para observar o desenvolvimento da criança e identificar alterações que precisam ser investigadas. Diante de uma suspeita, o encaminhamento para um centro especializado em oncologia pediátrica permite que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados por uma equipe multiprofissional com experiência nesse tipo de doença.

    Por isso, o Setembro Dourado não pretende causar medo nos pais, mas estimular o olhar atento e a busca por atendimento quando algo não parece normal.

    A campanha reforça que informação pode fazer diferença. Observar mudanças persistentes, manter o acompanhamento pediátrico e procurar avaliação médica são atitudes que podem contribuir para um diagnóstico mais rápido e, consequentemente, para melhores possibilidades de tratamento.

    Setembro Dourado é um convite para olhar com atenção, agir sem demora e lembrar que, quando o assunto é câncer infantojuvenil, diagnóstico precoce pode significar mais chances de cura e mais possibilidades de futuro.

  • Trombose em foco: informação e cuidados fazem a diferença

    Trombose em foco: informação e cuidados fazem a diferença

    A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo e dificulta a circulação. A forma mais comum é a Trombose Venosa Profunda (TVP), que geralmente atinge as veias das pernas e pode causar dor, inchaço, calor e vermelhidão. Em alguns casos, o coágulo pode chegar aos pulmões e provocar uma embolia pulmonar, uma complicação grave.

    O dia 16 de setembro é marcado pelo Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, instituído pela Lei nº 12.629/2012. A data reforça a importância de conhecer os fatores de risco, reconhecer os sinais da doença e buscar avaliação médica diante de sintomas suspeitos.

    Quem tem maior risco?

    A trombose pode acontecer com qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam o risco de formação de coágulos. Entre eles estão idade acima de 60 anos, obesidade, tabagismo, gravidez e pós-parto, além do uso de alguns medicamentos hormonais, como anticoncepcionais e terapias hormonais.

    O risco também pode ser maior em pessoas que já tiveram trombose, possuem câncer ou passaram por cirurgias, fraturas ou períodos prolongados de imobilidade. Viagens longas de avião, carro ou ônibus também merecem atenção, principalmente quando a pessoa permanece muitas horas na mesma posição.

    Prevenção começa com movimento

    Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos. Praticar atividades físicas regularmente e evitar longos períodos parado são medidas importantes. Em viagens longas, procure levantar-se e caminhar sempre que possível. Enquanto estiver sentado, também é possível movimentar os pés e as pernas. Meias de compressão podem ser recomendadas em algumas situações, mas devem ser utilizadas com orientação profissional.

    Também é fundamental reconhecer os sinais. Inchaço, dor, calor ou vermelhidão em uma perna podem indicar trombose e precisam de avaliação médica. Em alguns casos, o coágulo pode se desprender e chegar aos pulmões, causando uma embolia pulmonar. Falta de ar súbita, dor no peito, tontura ou tosse com sangue são sinais de alerta e exigem atendimento de emergência. 

    A informação é uma importante aliada na prevenção. Conhecer os fatores de risco, manter hábitos saudáveis e procurar atendimento diante de sinais suspeitos são atitudes que podem ajudar a evitar complicações e cuidar da saúde vascular.

  • Setembro Amarelo: falar, ouvir e acolher também é proteger 

    Setembro Amarelo: falar, ouvir e acolher também é proteger 

    O mês de setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental. A mobilização busca ampliar o diálogo sobre o sofrimento emocional, combater o estigma e incentivar a busca por ajuda.

    O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, é uma das principais datas de mobilização. Mais do que falar sobre o suicídio, a campanha reforça a necessidade de olhar para a saúde mental com atenção e acolhimento, criando espaços seguros para que pessoas em sofrimento possam falar sobre o que estão vivendo.

    Falar sobre saúde mental é importante

    Durante muito tempo, o sofrimento emocional e o suicídio foram cercados por silêncio e preconceito. Evitar o assunto, porém, pode dificultar que uma pessoa procure ajuda.

    Falar sobre o tema com responsabilidade pode ajudar a identificar situações de sofrimento e aproximar quem precisa de apoio dos serviços de saúde. A conversa deve ser feita sem julgamentos, críticas ou frases que minimizem a dor.

    Perguntar como a pessoa está, demonstrar disponibilidade para ouvir e oferecer companhia para buscar ajuda são atitudes que podem fazer diferença.

    Sinais que merecem atenção

    Nem sempre uma pessoa em sofrimento demonstra claramente o que está enfrentando. Algumas mudanças podem servir de alerta, principalmente quando são intensas ou persistentes, como:

    • isolamento repentino de familiares e amigos;
    • mudanças significativas de comportamento ou humor;
    • perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer;
    • sentimentos de desesperança, culpa ou inutilidade;
    • alterações importantes no sono ou no apetite;
    • queda repentina no desempenho escolar ou profissional;
    • falas relacionadas à morte, à falta de sentido ou ao desejo de desaparecer.

    A presença desses sinais não significa necessariamente que a pessoa esteja pensando em suicídio, mas indica que ela pode estar precisando de atenção e apoio.

    Como oferecer ajuda e onde buscar atendimento

    Diante de alguém em sofrimento, uma das atitudes mais importantes é ouvir com atenção e sem julgamentos. Frases que minimizam a dor, como “isso é frescura” ou “você precisa ser forte”, podem aumentar o sentimento de isolamento. O ideal é demonstrar acolhimento, mostrar disponibilidade e incentivar a busca por ajuda profissional. Psicólogos, psiquiatras, médicos e serviços especializados podem oferecer o acompanhamento necessário.

    No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de atendimento por chat e outros canais oficiais. Na rede pública, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) podem ser uma porta de entrada para o cuidado, enquanto os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem atendimento especializado em saúde mental. Em situações de emergência ou risco imediato, a pessoa não deve ser deixada sozinha: procure um serviço de urgência ou emergência ou acione o SAMU pelo 192.

    Cuidar também é estar presente

    O Setembro Amarelo reforça que a prevenção ao suicídio começa com informação, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento emocional. Criar espaços para conversar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda são atitudes que podem fazer diferença na vida de quem enfrenta um momento difícil.

    A valorização da vida não deve se limitar ao mês de setembro. Cuidar, ouvir e estar presente são gestos que podem abrir caminhos para quem precisa de apoio. Falar sobre saúde mental com responsabilidade é uma forma de combater o silêncio, reduzir o preconceito e fortalecer uma rede de cuidado e esperança.

  • Saúde sexual em foco: informação, prevenção e respeito também são cuidados

    Saúde sexual em foco: informação, prevenção e respeito também são cuidados

    Em 4 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Sexual, uma data que busca ampliar a conscientização sobre a importância da saúde sexual para o bem-estar e a qualidade de vida. Criada em 2010 pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS), a iniciativa promove informação, prevenção, direitos e acesso ao cuidado em saúde sexual.

    Em 2026, o tema da campanha é “Todos os Corpos”, reforçando que saúde, direitos, justiça e bem-estar sexual devem fazer parte da vida de todas as pessoas, sem exceção. A proposta também destaca a importância do respeito ao corpo, da autonomia, do consentimento e do acesso a informações e serviços de saúde.

    Saúde sexual vai além da prevenção de doenças

    Falar sobre saúde sexual não significa apenas evitar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O conceito envolve o bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado à sexualidade, além da possibilidade de viver relações de forma segura, respeitosa e livre de violência, coerção e discriminação.

    O Ministério da Saúde também destaca que a saúde sexual envolve informação, autonomia, comunicação nas relações, prevenção de ISTs, planejamento reprodutivo e acesso aos serviços de saúde.

    Prevenção começa com informação

    Entre as principais formas de cuidado estão o uso de preservativos, a testagem para ISTs e a vacinação contra o HPV. O preservativo continua sendo uma importante ferramenta de prevenção de ISTs, incluindo HIV e hepatites virais, além de contribuir para evitar gestações não planejadas.

    A realização de testes também é importante, principalmente porque algumas ISTs podem não apresentar sintomas. Identificar uma infecção permite iniciar o tratamento ou acompanhamento adequado e reduzir o risco de transmissão.

    Respeito e consentimento são fundamentais

    Uma vida sexual saudável envolve consentimento, respeito aos limites, autonomia e comunicação. Toda pessoa tem o direito de decidir sobre o próprio corpo e de receber informações confiáveis para fazer escolhas conscientes.

    Por isso, falar sobre saúde sexual também significa combater preconceitos e garantir que as pessoas possam buscar atendimento sem medo ou constrangimento. O acesso a informações cientificamente corretas e a serviços de saúde inclusivos é parte fundamental desse cuidado.

    O Dia Mundial da Saúde Sexual reforça que cuidar da sexualidade é cuidar da saúde como um todo. Informação, prevenção, respeito e acesso ao atendimento são ferramentas importantes para uma vida sexual mais segura e saudável.