
No dia 1º de julho, celebra-se o Dia da Vacina BCG, data que reforça a importância da imunização contra a tuberculose, doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A vacina foi desenvolvida em 1921, pelos cientistas franceses Léon Calmette e Alphonse Guérin, originando o nome BCG (Bacilo de Calmette-Guérin).
A tuberculose é uma doença contagiosa que atinge, principalmente, os pulmões, mas também pode afetar ossos, rins e até as meninges (membranas que revestem o cérebro).
Os sintomas mais comuns incluem:
- Tosse persistente (com ou sem sangue);
- Falta de ar;
- Dores no peito;
- Cansaço e fraqueza;
- Perda de peso;
- Febre e suores noturnos.
A tuberculose é transmitida pelo ar, por meio de gotículas liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Mesmo indivíduos sem sintomas visíveis podem transmitir a doença. O compartilhamento de objetos não transmite a bactéria.
Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como recém-nascidos, idosos e pessoas com doenças crônicas, são mais propensas a desenvolver formas graves e generalizadas da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar.
A importância da vacina BCG no recém-nascido
Vacinar o bebê com BCG nos primeiros dias de vida é fundamental para protegê-lo em uma fase em que seu organismo ainda está em desenvolvimento e mais vulnerável a infecções graves.
O Ministério da Saúde recomenda que a vacina seja aplicada logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, ainda na maternidade. Se isso não for possível, a criança pode ser vacinada até os 4 anos de idade.
Essa vacinação precoce reduz significativamente o risco de o bebê desenvolver formas graves da tuberculose, que podem levar a sequelas ou até ao óbito.
Aplicação e cuidados após a vacinação
A vacina BCG é aplicada em dose única, de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Não são necessários cuidados prévios.
Após a aplicação, é comum o surgimento de vermelhidão, inchaço e, mais tarde, uma pequena cicatriz no local. Isso é normal e faz parte da resposta do organismo à vacina. Não se deve usar pomadas, medicamentos ou curativos no local.
Além dos recém-nascidos, a vacina BCG também é recomendada para pessoas que convivem diretamente com portadores de hanseníase, pois essas têm maior risco de exposição a infecções relacionadas. Outro grupo que deve ser vacinado são os estrangeiros não vacinados que passarão a residir no Brasil, especialmente se vierem de países onde a vacinação com BCG não é obrigatória. Nesses casos, a imunização ajuda a prevenir formas graves da tuberculose e contribui para o controle da doença no país.
Impacto no Brasil e no mundo
A vacina BCG não previne todos os casos de tuberculose pulmonar, mas é extremamente eficaz contra as formas mais graves da doença.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em países que mantêm a BCG no calendário infantil, são evitados mais de 40 mil casos de meningite tuberculosa por ano.
No Brasil, a vacinação em massa tem contribuído para que as formas graves da doença praticamente desapareçam, mesmo com o aumento recente nos casos pulmonares.
A BCG é muito mais do que uma vacina: é uma proteção essencial que deve começar na infância. Aproveitar o Dia da Vacina BCG para reforçar essa importância é fundamental para manter nossas crianças saudáveis e reduzir a circulação da tuberculose no país.
Leve seu filho à unidade de saúde mais próxima. Vacinar é proteger!